Gothan City é Aqui... Bem vindos aos meus domínios...


10/08/2004


Contos de Gothan - Cidade Imperial

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Ali... na presença de Nut, senhora dos Céus, abraçando a todos... a lua nascia, formando um caminho vermelho, laranja e dourado no mar...

Pés descalços sobre a areia da praia... o som das ondas era a única coisa que se ouvia... abraçadas... "eu vejo a Deusa em você..." - "nós somos a Deusa, minha querida... nós somos..."

Foi assim que terminaram as comemorações do aniversário dela. Menina, Donzela, Rhiannon dos Cavalos e Pássaros. Presenteada pela lua cheia mais linda que todos os presentes ali já haviam visto.

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Sexta à noite. Após uma série de contratempos, consigo finalmente pegar a estrada, telefone funcionando. Rumo à Petrópolis, Gu comigo. Não consigo contato com mais ninguém, mas tudo sincroniza maravilhosamente. Pequena parada para pegar o Marcelo, conheço o povo do trampo dele, uma cachacinha, e lá estamos nós. Rhia chega, Marcelo vai comprar uma cachacinha no bar (ué? de novo???), toca o telefone. O mais lindo de todos os Hobbits (nota importante: não é porque estou namorando que vou deixar de dar valor às pessoas que eu amo, e nem vou deixar de achar bonitos os homens que eu acho bonitos), já tentando marcar uma balada pra semana do dia 15. Coincidência? Aniversário do brother Jhonny, e da sobrinha Bruna, vou estar em Post Card (adoro quando a Leops escreve "Post Card").

Descemos pra Itaipava. Vamos tomar cerveja (puuuuutz, vocês bebem, hein?) - mentira! Fomos pra o show do Q.I. de Abelha, ops, Kid Abelha. Chegamos um pouco tarde. Tinha acabado o show (digo ou não que cheguei depois da meia noite em Petrópolis? não, não vou dizer). Conclusão, voltamos tomando cerveja, digo, água, e fomos pra um bar, digo, casa noturna, beber, digo, ouvir música e levar o Gu pra comer.

Surpresa número 1. Uma portinha de ferro, verde, no meio de uma rua vazia, leva à outra dimensão. Ninguém diz. Mas quando você adentra aquele corredor, e o principal, quando ele acaba, você é transportado para outro mundo. Um mundo aonde nascem flores e árvores, aonde as janelas são imensas e o pé direito da casa lembra uma sede de fazenda. Um mundo aonde as pessoas que nunca te viram na vida acordam no meio da madrugada e preparam café para os viajantes, um mundo aonde você é tratada como filha, como irmã, como amiga.

Alguém sai do quarto. "Olha! Andei fazendo mais uma filha por aí... Nossa, como você é parecida com a Pri!!!". Esse bom humor todo às 4 da manhã. Dou aquela risadinha sem graça, bem de filha que aprontou, chegando à essa hora, e penso "bom, se o papis é assim, a galera deve ser gente boa.", não bastasse isso, me colocaram num quarto só pra mim e pro Ma. É. A Rhia foi dormir NA SALA e me jogou lá dentro do quarto dela. Eu mais sem graça ainda.

Acordo de manhã, café na mesa, todo mundo sorridente me cumprimentando, conheço mais algumas pessoas (até esse momento, eu ainda estava tentando me acostumar com os nomes), e novamente me deixam sem graça. "Sabia que seu carro tá na contra-mão?". Eu: "É mesmo? Foi a Pri que falou pra eu colocar ali". Saio pra pegar minha escova de dentes no carro. Aquela rua vazia da madrugada se transformou na rua mais movimentada de Petrópolis. Até Shopping com direito a Carrefour tinha ali. E sai a descabelada, mexendo no carro com placa de Atibaia, RO-XA de vergonha, com o tal carro na contra-mão. Volto verde. "NÃO ACREDITOOOOOOOOO que vocês me fizeram parar o carro na contra-mão... E agora?"(sou um zero em manobras, apesar de dirigir muito bem). Ronaldo se habilita, Betowsky diz que não tem problema, se não deu nada até agora (1 da tarde) nem dá mais nada, relaxei (ah, a que horas eles chegaram? tipo 1 ou 2 horas depois de mim). Fomos pra padaria tomar uma, digo, comprar salgadinho.

De repente, uma pessoa correndo no meio da rua. Pati, desesperada "HAAAAAAAAARE, você tem que ir lá... polícia.... mãe da Rhia... todo mundo na rua...." pensei "pronto, aconteceu alguma coisa com o Gu". Que nada. Era o tal do carro que virou atração turística da cidade inteira. Que Quitandinha que nada. Como se já não bastasse o vexame de manhã, agora chego eu de cabelo vermelho, calça vermelha, blusa vermelha, mão na cara (é, tava vermelha também), tentando me explicar pro policial. Marcelo já tinha entregue os documentos, fui pegar a habilitação. Chego na cozinha dou de cara com a Rhia e a Aninha. Nem preciso falar o quanto elas riram, vocês já leram isso no blog delas.

Algo mais podia me deixar sem graça esse dia. E ainda eram 2 da tarde. Melhor voltar pra padaria.

Depois desse mico todo com os "paulixxxxxxxxxtaxxxxx", a gente começou a relaxar com a galera da família, né, não tinha jeito. Aí já descobri que o papis (já adotei, né, se ele mesmo acha que sou cria dele, quem sou eu pra discutir...) é na verdade o Toninho, a mamis é a Celini (será que eu quero escrever com S só pra ficar parecido com Selina???), e a irmã que virou minha filha (sob protestos da Rhia) é a Natália. Mamis fez um viradinho DIVINO pra gente almoçar, o dia foi passando, passando, e de repente começou a festa (ué? só agora?). Tremendo alto astral, pessoas maravilhosas, cada vez mais, muita música, muita diversão, muitos sorrisos e muitas risadas. Dormi ao som de Moby, literalmente na minha orelha (o som tava no quarto), mas como uma pedra, criança, feliz, por estar de volta à um lugar tão maravilhoso. Foi essa a sensação que tive. De volta à algum lugar que eu sempre conheci, e que fazia muito tempo que eu não ia. Foi assim que as pessoas ali me fizeram sentir. Parte de algo muito maior do que apenas uma festa, do que ser a "amiga de São Paulo". Não tenho nenhuma dúvida. Faço parte de tudo aquilo, como eles fazem parte da minha vida pra sempre.

Rio de Janeiro, praia, caipirinha, digo, peixe frito, voltamos pra Petrópolis pra comemorar o aniversário do Marcelo na segunda. A gente até queria vir embora, mas, depois disso tudo, como sair de lá? Ficamos, ficamos sim, ficamos com prazer, tivemos direito à comidinha especial, à "parabéns pra você" à meia noite, à tudo que se tem direito...

Esse mundo existe? Não sei. Mas eu estive nele durante três dias. Quem sabe eu apenas tenha acordado desse sonho. Se for isso, quero dormir mais muitas vezes, mesmo que seja pra acordar depois. Quero que esse sonho seja um daqueles que temos a vida inteira. E quero agradecer, do mais fundo do meu coração, primeiro ao meu amore, Rhia, por ter me dado a honra de conhecer essa família, que sem dúvida, é Imperial. Tem sangue Real sim. Sou súdita deles, e ofereço humildemente minha casa e meu coração à eles, que tanto me encantaram. E agradecer à todos que fizeram parte dessa mágica, desse fim de semana, dessa minha Vida, que a cada dia mais é Amor, é Carinho, é Amizade, é Felicidade.
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Escrito por )O( Selina )O( às 18h05
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05/08/2004


Convenhamos...

Não faço mais blog pra mim, como era antes.

Faço pra vocês, que vem aqui e expressam seu carinho, sua raiva, ou qualquer coisa que queiram expressar. Quem conheceu Gothan, conheceu. Quem não conheceu... só se tiver a oportunidade de acessar meu notebook, porque, obviamente, como toda mãezona, eu guardei cada pedacinho de Gothan nele.

Mas... Gothan como Blog já era. Vou continuar a escrever? Vou. Mas quando eu tiver tempo, e não por obrigação. Por exemplo agora. Eu tava a fins de falar isso.

Foi um dos melhores blogs da UOL. Isso eu não vou dar uma de modesta. Foi um lugar aonde todas as pessoas conhecidas, das mais malas às mais gente boa, vieram parar. E as que tinham que permanecer na minha vida, aqui hoje estão.

Em breve vou escrever sobre minha ida à Cidade Imperial. Em breve, mas não sei quando.

Deixo aqui meu BEIJO mais do que especial para a minha nova família. Papis Zezinho, Mamis Celini Elizabeth Taylor (eu acho que é Selini, mas tá todo mundo escrevendo com C), minha mais nova filha Natália, e minha sempre amada Priscila. Riam plebeus, se não sabem quem é Priscila. É a Rainha do Deserto, da Serra, Princesa da Areia da Praia de Copacabana. Sempre amada.

Fui. Boa noite.

P.S.: EU ESTAVA FORA DO TRAMPO NA SEXTA. Só esqueci o MSN ligado.

Escrito por )O( Selina )O( às 01h15
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